Segunda, 06 de julho de 2026, 10:47h
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Teatralização do poema "Quando matam um sem-terra" foi realizada por integrantes do Levante Popular da Juventude.
Uma intervenção teatral em frente à Prefeitura de Canguçu lembrou os quatro anos da morte do canguçuense Elton Brum, integrante do MST e vítima de um disparo pelas costas durante ocupação da Fazenda Southal. Na quarta-feira (21), integrantes do Levante Popular da Juventude realizaram um ato em homenagem ao sem-terra. O grupo apresentou uma teatralização do poema “Quando matam um sem-terra”, de Pedro Munhoz.
Através de um texto divulgado, os integrantes questionaram a criminalização dos movimentos sociais e a passividade da justiça para apurar os responsáveis pelo crime. Na época, um soldado da Brigada Militar assumiu ser o autor do disparo que atingiu e matou o trabalhador. Entretanto, o Levante contestou a versão, alegando que há indícios de que o autor do tiro não foi um soldado e sim um oficial.
“Um soldado assumiu a autoria da morte de Elton Brum, embora o ouvidor do Estado na época, Adão Paiani, afirmasse que o autor do disparo foi um alto oficial da Brigada Militar”, diz o texto divulgado pelo grupo. De acordo com o Levante, nem o soldado que assumiu a autoria do disparo nem o oficial acusado por Paiani foram condenados. O canguçuense assassinado deixou esposa e uma filha. A família recebe uma indenização mensal equivalente a um terço do salário mínimo.
“Os agricultores não ocupam terra e ficam meses ou anos acampados porque querem. A ocupação é uma forma legítima de fazer pressão política para lutar pela reforma agrária. A melhor forma de acabar com as ocupações é fazer uma reforma que quase todos admitem ser necessária, mas que os grandes e poderosos lutam para impedir, por mesquinhos interesses privados”, argumentaram, durante o ato.
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