Segunda, 06 de julho de 2026, 10:13h
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Digitar, copiar, colar, anexar e, por fim, navegar. Esses termos são comuns no cotidiano de quem usa o computador como ferramenta de trabalho, educação ou lazer. Para os que não têm a oportunidade de alcançar o aprendizado ou ainda para quem busca aprimorar o conhecimento adquirido ao manusear sem uma formação específica a máquina que possui, a Secretaria Municipal de Educação de Piratini oferta o Telecentro Comunitário.
O espaço, fruto da parceria criada há três anos com o governo federal, responsável por fornecer os computadores e o mobiliário para o programa de inclusão digital, objetiva o acesso aos meios de comunicação digitais. “O curso básico de informática funciona em três turnos e o aluno recebe um certificado ao concluir o curso”, explica Alexandra de Tunes, coordenadora do Telecentro.
Na busca dos diplomas, idosas como Osmarina Casteluche Batalaha, 65 anos, mesmo com a redução drástica da visão, se esforçam diante da tela para aprender o básico. “Eu sempre gostei, mas tinha medo de estragar e por isso ficava olhando minhas filhas usarem o computador”, revela. A vendedora de cosméticos Loiva Rodrigues tem computador em casa, e por isso já se tornou mais independente com as noções recebidas do estagiário Gil Azevedo. “Quando eu necessitava fazer pedidos para os cosméticos e perfumes que revendo requisitava a outra pessoa fazer, agora faço eu mesmo”, conta.
Atuando como estagiário meio turno, Azevedo sabe que mesmo sendo básico, o ensinamento é bastante valorizado pelos alunos. “Já formamos uma turma de seis idosos e vamos continuar. Aqui eles aprendem as noções básicas de Word, formatação de texto e uso dos botões do teclado, pré-requisitos fundamentais para todo o restante, como usar o e-mail, área de trabalho e abrir e usar o navegadores de pesquisa”, detalha.
Johnson Felipe, Guilherme e Daniel, tem entre dez e 14 anos e estão entre os pré-adolescentes que buscam o Telecentro para jogos e acessar o Facebook, mas também para pesquisas que os ajudam no cumprimento das tarefas estudantis. “Isso aqui tem grande significado pra eles. Nos dias e horários destinados aos idosos, quando eles não podem usar, ficam ansiosos. Mas só permitimos no horário inverso ao escolar, e dividimos o tempo também para os trabalhos escolares”, deixa claro Alexandra.
O convênio com o Ministério das Comunicações terminou ano passado, mas conforme assegura a secretária municipal de Educação Rosana Manetti, em nenhum momento a prefeitura cogitou extinguir o programa. “Ouve-se que hoje todo mundo tem acesso ao computador e a internet em casa, e isso não é verdade. Isso aqui é muito importante para muita gente, não são só idosos que residem na cidade que buscam a estrutura, também para os que moram na zona urbana, assim pensamos em manter e ampliar, nunca acabar com o programa”, garante a secretária.
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