Segunda, 06 de julho de 2026, 09:45h
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Fila de carros com placas de vende-se nos vidros atrapalha o fluxo no centro de São Lourenço.
Quem passa pelo centro de São Lourenço do Sul, principalmente pela rua Mariz e Barros, já deve ter se surpreendido com a fileira de carros estacionados, quase todos com uma placa de “vende-se”. A situação vem ocorrendo há dois anos, segundo as pessoas que vivem próximas ao local ou que tem empresas do comércio no centro. Devido à falta de respostas, a solução encontrada pelos moradores foi fazer um registro fotográfico e um abaixo-assinado que serão encaminhados para a Promotoria.
A fileira de carros estacionados por quase todo horário comercial impossibilita que clientes de restaurantes e do comércio estacionem nos locais, o que prejudica os serviços ofertados por estas pessoas. “Os outros revendedores, que possuem garagem de revendas e pagam imposto para isso, também estão sendo prejudicados. Como nos disseram que não há nada que possa ser feito legalmente, estamos indo à Promotoria e se necessário faremos um protesto”, disse uma empresária do local que preferiu não se identificar.
A empresária ainda afirmou ter entrado em contato com a prefeitura e com os responsáveis pelo Conselho de Trânsito no Município, e que a resposta foi que não há uma lei específica que proíba que carros sejam comercializados em via pública. “Disseram que havia, momentaneamente, a opção de um estacionamento rotativo, o que não seria interessante. Acho que se não existe uma lei, deve ser feita uma”, disse. A polícia também não pode intervir, porque a documentação destes carros está regularizada.
O Jornal Tradição Regional, ao entrar em contato com o secretário de Obras e Urbanismo, Francisco Fagundes, recebeu a informação de que a prefeitura está em processo de contratação de um engenheiro de trânsito. O objetivo é avaliar a situação no centro da cidade, não só destes casos de venda de carros em vias públicas, mas também de caminhões em ruas movimentadas, mão dupla de algumas ruas, automóveis alojados na rua que impossibilitam a limpeza do meio fio, entre outros. “Haverá um projeto avaliando o que deve ser feito, se há alguma maneira de se resolver a situação, ou se será necessária uma lei para que isto acabe. A partir da contratação deste engenheiro de trânsito tomaremos providências para a melhora da mobilidade urbana”, afirmou Fagundes.
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