26-11-2009
Prejuízos das tempestades somam R$ 3,5 bilhões
Em reunião permanente desde domingo (22), por determinação da governadora Yeda Crusius, secretários de Estado examinaram nesta quinta-feira, com o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, no Palácio Piratini, reforço às ações de apoio às comunidades e municípios atingidos por tornados e tempestades no Rio Grande do Sul.
Os danos à infraestrutura - em áreas como energia, estradas, moradias e prédios públicos - e à agricultura chegam a R$ 3,5 bilhões até outubro, informou o chefe da Casa Militar, coronel João Batista Gil. O valor real, porém, é maior, por não incluir o impacto das violentas alterações climáticas do mês de novembro.
Conforme o subchefe da Defesa Civil do Estado, coronel Joel Prates Pedroso, poderia ter sido de tragédia o cenário no Rio Grande do Sul, devido à forte instabilidade climática. Entretanto, desde fevereiro a Defesa Civil vem habilitando coordenadorias municipais para ações de emergência e salvamento, abrangendo 386 municípios.
No encontro foram relatados contatos com prefeitos, associações comunitárias e de moradores, deputados estaduais, federais e senadores, ministros da União e Presidência da República. Nas conversas, o governo do Estado comunicou a gravidade da situação, o apoio dado e a importância de o auxílio ser rápido. O levantamento dos prejuízos é trabalho ininterrupto. A cada momento mudam números e chegam novas informações, alterando as necessidades de apoio.
Articulação
Na última terça-feira, em reunião do Comitê de Operação e Planejamento do setor Elétrico do RS (Copergs) com o secretário de Infra-Estrutura e Logística, Daniel Andrade, e representantes das empresas CEEE, AES Sul, RGE, Eletrosul e da Agergs discutiu as alterações climáticas em ocorrência no Estado e suas consequências na rede elétrica e no abastecimento de energia elétrica. Concluíram que a situação é "completamente atípica com 16 eventos climáticos neste ano provocados pela combinação entre chuva, vendaval e granizo.
Dos 16 eventos climáticos, 11 foram desastrosos e ocorreram apenas nos últimos dois meses e meio - seis foram consecutivos, nos dias 4, 9, 13, 14, 18 e 21. O mais recente, com ventos fortes, foi em Três de Maio na quarta-feira. A previsão, segundo o Copergs, é de que novos eventos climáticos se aproximam. O governo do Estado também tem contatado, entre outras instituições, as Forças Armadas.