Domingo, 05 de julho de 2026, 21:53h
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Nem mesmo os funcionários puderam acessar a agência do Banco do Brasil de Piratini na terça-feira (16), quando cerca de 150 Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e da Via Campesina se posicionaram na porta de acesso ao banco, impedindo que qualquer movimentação fosse realizada. O protesto ocorreu em todo o Brasil, e no Rio Grande do Sul, segundo a direção estadual do movimento, 40 agências e a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) foram alvo das manifestações.
Entre as reivindicações, o pedido de terras para que 80 mil famílias que se encontram acampadas – destas, 500 no Estado - sejam assentadas. José Gabriel Venâncio, integrante da direção estadual do MST, justifica este ponto da pauta: “este ano nenhuma desapropriação de terra foi realizada pelo governo federal”, disse.
Outro ponto abordado por ele se refere ao endividamento dos agricultores com o Banco do Brasil, em que a renegociação das dívidas, principalmente as do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), são consideradas imprescindíveis para o sustento de assentados. “Estamos pedindo a inclusão de uma carência de três anos, com prazo de dez para pagar, e bônus de 30% na parcela paga em dia. Isso se faz necessário porque 90% das famílias estão endividadas e sem poder acessar novos créditos”, explicou o agricultor, apontado os oito períodos de seca em dez anos como fator principal para que os compromissos não tenham sido honrados.
A coordenação local dos agricultores chegou a dizer no início do protesto que a paralisação se estenderia por até três dias caso não houvesse avanço nas negociações, mas por volta das 15h30 eles liberaram a entrada da agência.
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