Domingo, 05 de julho de 2026, 12:52h
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Perto da aposentadoria, os policiais militares Luís Carlos Silva Pereira e Álvaro Madruga Pinheiro falam da dedicação durante a carreira
O dia em que os policiais militares Luís Carlos Silva Pereira e Álvaro Madruga Pinheiro, lotados no 4ª Pelotão de Polícia Militar de Piratini, precisarão deixar a farda apenas nas recordações fotográficas das mais de três décadas servindo à corporação do Rio Grande do Sul, se aproxima. Até março de 2014, a dupla que esta semana recebeu as divisas que os tornou 1º sargentos deve ir para o quadro de brigadianos da reserva, finalizando uma história de dedicação.
Serenidade, característica da qual garante o acompanhou durante os 31 anos como policial militar, o sargento Pereira traduz sua satisfação em uma frase: “Se eu tivesse a oportunidade de nascer novamente seria policial”. Ele se orgulha de, ao se deslocar para o trabalho ou para casa, não precisar portar a arma, hábito cultivado devido à sua maneira de conduzir a profissão que o mantém inserido na comunidade onde construiu sua vida. “Não uso armas porque aprendi a trabalhar com a lei, do jeito certo, e também o bom senso. Às vezes a pessoa precisa de uma chance”, acredita o sargento.
Para Pinheiro, 52, ao longo dos 33 anos de serviços prestados como agente da lei algumas mudanças internas ocorreram, e estas, em sua opinião, foram deixando a sisudez comum entre as hierarquias policiais de lado, o que permitiu uma melhor convivência com os superiores. “Antigamente, para que você conseguisse falar com um oficial tinha que antes passar por um cabo, que falava ao sargento e, se ele quisesse, falaria com você. Hoje há o respeito, mas esse distanciamento hierárquico já não é tão extremo assim”.
O policial entende que ter se tornado um PM possibilitou a realização de sua meta de vida traçada desde muito jovem. “Sempre tive a intenção de ser um militar, e com isso servir ao público. Entrei com 19 anos na Brigada e, entre prender um marginal e ajudar alguém a atravessar a rua, me satisfaz mais a segunda opção, pois quando você prende para a questão preventiva já não há mais possibilidade”, completou Pinheiro. Os dois policiais irão gozar da aposentadoria como 1º tenentes.
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