Domingo, 05 de julho de 2026, 11:53h
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Eles inspiraram autores e diretores e, por consequência, o cinema norte americano, nas décadas de 60 e 70, consagrou o personagem sobre duas rodas em clássicos que influenciaram novas gerações. O estilo do motoqueiro foi eternizado, e mesmo que na maioria das vezes exótico, ele é parte de um grupo que mantém seus valores de irmandade e liberdade.
A cada comemoração de aniversário de um integrante, o próprio aniversariante tem a missão de organizar uma recepção em sua cidade, e, nos dias 22 e 23 de novembro, coube ao piratiniense Marcel Almeida receber cerca de 500 amigos de asfalto. A comemoração dos 35 anos de Almeida trouxe motoqueiros vindos do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Uruguai, além dos gaúchos.
Em parceria com o Rotary Club, as dependências da Associação Rural se transformaram em um acampamento onde as barracas resolveram a falta de vagas nos hotéis lotados. Para qualquer lugar que se olhasse, lá estavam elas, seja no modelo tradicional com duas rodas, ou os estilosos triciclos, as motos se destacavam ao desfilar pela cidade.
Ente os festeiros, barulhentos, mas, acima de tudo, simpáticos e alegres, muitas histórias são contadas. Max Quevedo, o famoso Índio Estradeiro, mora em Capão do Leão e há vinte anos é o “contato de emergência” de quem pega a estrada nas possantes. “Já recebi e dei suporte para colegas da Irlanda, Estados Unidos, Canadá e dos países do Mercosul. Ser motociclista é não ter um código e sim, ter o espírito 100% livre. Tá no coração”, resumiu Quevedo, que traz no colete a frase do revolucionário Che Guevara, que também ganhou o mundo em cima de uma moto: “O homem que sai, não é o mesmo homem que volta”.
A frase ganhou a simpatia de Marcelo Treze, carioca que viajou 1600 quilômetros em sua moto para poder chegar a Piratini, além de Jajá Oliveira, que foi mais além ao ficar 110 dias sobre a moto. “Parti de Rio Grande e cheguei à Guiana Francesa, totalizando 15.040 quilômetros entre ida e volta. Concordo com a frase do Che Guevara, porque se você ficar em casa, ficará alienado na frente da televisão assistindo à violência de todo tipo. Mas, se você viaja, encontra uma irmandade muito grande que se importa e te abraça”.
Neste sábado (29), o evento promove um churrasco aberto à comunidade. O ingresso para entrar na Associação Rural será de um quilo de alimento não perecível.
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