Domingo, 05 de julho de 2026, 10:46h
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Para Sereno Chaiser, presidente da CGTEE, é um orgulho poder realizar o investimento em uma causa nobre, desenvolvido por pessoas que lidam com a reciclagem
Na terça-feira (26) foi realizado na Prefeitura Municipal mais um importante momento para o fortalecimento da economia solidária no município e na região. Na presença do presidente da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (Eletrobrás CGTEE), Sereno Chaiser, do prefeito em exercício, Antônio Carlos Marques, do diretor presidente da Cooadesps, André Mattos e do secretário de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, Antônio Leonel Soares, foi feita a assinatura do convênio entre a CGTEE e o município para a construção do Galpão da Cadeia do PET em Jaguarão, um investimento de R$320 mil. O ato também contou com a presença de diversas autoridades e membros da cooperativa de catadores.
Para Sereno Chaiser, é um orgulho poder realizar o investimento em uma causa nobre, desenvolvido por pessoas que lidam com a reciclagem. “Considero muito importante esse trabalho em que transformam o que é ruim para o meio ambiente em coisas boas”, comentou o presidente da Companhia, afirmando ainda que irá retornar à Jaguarão para conhecer as instalações do Galpão.
O prefeito em exercício, Antônio Carlos, reiterou as palavras de Chaiser e destacou que essa transformação positiva para o meio ambiente proporciona trabalho e renda para várias famílias jaguarenses. Segundo o diretor presidente da Cooadesps, André Mattos, esse investimento chegou através de uma multa aplicada a CGTEE pelo Ministério do Trabalho e, após conhecer o trabalho qualificado que estava sendo realizado pela cooperativa, foi destinada para a área.
“É importante esse reconhecimento do trabalho que desenvolvemos. O ato de hoje consideramos como uma grande conquista, que se consolidará como a primeira indústria da cidade”, disse Mattos. Ainda segundo o diretor, só no polo de Jaguarão serão atendidos 24 municípios, processando em média 400 toneladas/mês de material e envolvendo cerca de mil catadores na região. Todos os sábados, membros da cooperativa, juntamente com os gestores públicos do projeto, o secretário Antônio Leonel Soares e a representante do departamento de Meio Ambiente, Samira Audeh, participam no IFSul, em Pelotas, de um curso de formação sobre cooperativismo e o uso do maquinário da cadeia do PET.
Saiba mais sobre a Cadeia Solidária Binacional do PET
A cadeia é formada por empreendimentos da economia solidária, desde a coleta da garrafa PET, da transformação em flake, fibra, fio, tecido, até a confecção e o artesanato. O galpão em Jaguarão receberá as garrafas PET das cidades da região, transformando esse material em flake, o qual depois será enviado a cidade de San José, no Uruguai, para ser transformado em fibra sintética. Após essa fase, em Minas Gerais, a fibra é transformada em tecido, o qual chega para várias associações de costureiras do Rio Grande do Sul e também para outros locais de economia solidária.
A cadeia solidária é uma parceria entre o governo do Estado, município e catadores. O Estado disponibiliza os equipamentos, o município oferece a estrutura para implantação e os catadores se organizam para criar a cooperativa que administrará a central. A vinda desta iniciativa para região promove o desenvolvimento, trabalhando com a preservação do meio ambiente e a parte social, melhorando a vida, as condições de trabalho e a renda dos catadores e suas famílias.
Redator: Assessoria de Imprensa
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