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Árvore aguardava, solitária entre a área alagada, a aproximação das obras de duplicação da rodovia
Quem passava pela BR-392, próximo ao km 63 no Contorno de Pelotas, deve ter notado uma árvore que aguardava, solitária entre a área alagada, a aproximação das obras de duplicação da rodovia. A corticeira-do-banhado (Erythrina crista-galli) é uma espécie imune ao corte no Rio Grande do Sul e foi transplantada, na semana passada (28), para dar lugar à nova pista. Somente no lote 1, 494 árvores já passaram por este procedimento e, até o momento, apenas três não sobreviveram.
“Em alguns casos ainda não foi possível constatar a sobrevivência ou não do indivíduo, principalmente na espécie corticeira-do-banhado. Devido à poda brusca, a avaliação de pega desta espécie é demorada, o que só é possível depois do aparecimento de brotação”, explica a engenheira florestal da Gestão Ambiental da BR-116/392 (STE S.A.), Débora Bortoli Sartori. Conhecida por ser uma espécie ornamental devido à beleza das suas flores, a corticeira-do-banhado é a árvore com maior número de transplantes no lote 1-B, realizados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) por meio da Construtora Consórcio Contorno.
Realocada para um local próximo ao de origem, a espécie foi podada para compensar as perdas de raízes, o que equilibra o sistema radicular e foliar. “A corticeira-do-banhado possui alta capacidade de rebrote após o corte, o que permite que mesmo as árvores de grande porte, quando podadas bruscamente, tenham alta chance de sobrevivência”, diz Débora. Depois do repouso vegetativo, este indivíduo será monitorado pela Gestão Ambiental para observar a sua adaptação ao local de destino. Além das corticeiras-do-banhado, os butiazeiros e figueiras devem ser, sempre que possível transplantados. O jerivá é uma espécie indicada a este procedimento pela sua fácil adaptação.
Redator: Assessoria de Imprensa
05-12-2013 - 12h45min
ELTON LUZ, de Capão do Leão-RS, disse:
Não entendo porque para fazerem uma obra tão grandiosa e tão necessária é preciso estar cuidando de cada arvorezinha na beira da estrada. Quem olha uma foto aérea vê que aquela vegetação é só uma sobrinha da devastação que os agricultores fazem quando colocam as matas abaixo para fazer suas lavouras. E porque ninguém cobra dos agricultores que replantem, mantenham um mínimo de florestas em seus campos?
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