S�bado, 04 de julho de 2026, 22:27h
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O ato de assinatura foi realizado na última terça-feira (21) no Sindicato dos Municipários
A Caixa Econômica Federal, a Crehnor, a COOPHAB HN Brasil, a Secretaria Estadual de Habitação e Saneamento, Prefeitura de Morro Redondo e 58 famílias integrantes da Comunidade Quilombola Vó Ernestina assinaram, na última terça-feira (21), no salão do Sindicato dos Municipários, os contratos de habitação rural. O investimento ficará em torno de R$ 2 milhões e trata-se da primeira experiência rural de construção de unidades habitacionais concentradas em comunidade quilombola no Estado, com lotes individualizados, vias de acesso, viabilidade técnica para fornecimento de energia elétrica, água e outros serviços públicos comunitários.
Cada casa terá 48 m² de área total, sendo que destes, 45 serão de área construída, com sala e cozinha integradas, dois dormitórios, banheiro e área de serviço, além de possuírem fossa séptica, com foco na sustentabilidade. Algumas unidades ainda serão adaptadas para portadores de necessidades especiais.
O Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), parte integrante do Programa Minha Casa Minha Vida, foi criado pela necessidade de uma política habitacional que atendesse às especificidades da moradia no campo. Dentro do PNHR a participação de cooperativas é fundamental, pois elas são as organizadoras e responsáveis pelo programa. Neste caso a Crehnor de Canguçu e a Cooperativa de Habitação Horizontes Novos do Brasil são as executoras do programa no município. Segundo o diretor da Caixa, Anderson Possa, por meio dessas assinaturas, o banco cumpre com a sua missão de promover a cidadania e o desenvolvimento sustentável do país. Para as famílias beneficiadas, é a oportunidade de ter acesso à moradia de qualidade.
Já para o diretor administrativo da Crehnor, Gilson Rodrigues, o desempenho, o compromisso e o envolvimento total da diretoria da comunidade quilombola, da prefeitura, que doou a área para construção das casas; da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, do governo do Estado e federal, que estão injetando recursos; do Incra, da Emater municipal e regional, da CEEE, da Redur, da Caixa Econômica Federale e da Crehnor foram fundamentais para que hoje essas casas, que tirarão inúmeras famílias da extrema pobreza, pudessem ser concretizadas.
Segundo a diretoria da Crehnor, a previsão é que as obras iniciem no começo de fevereiro e acabem em no máximo um ano. Para isso será trazida ao município uma empreiteira que destinará parte da mão de obra a pedreiros e serventes do próprio município.
Serão viabilizados para cada moradia, pelo governo federal, cerca de R$ 28 mil, e pelo governo do Estado cinco mil. Os beneficiários terão que pagar apenas 4% do valor investido pelo governo federal, que poderá ser parcelado em quatro parcelas, uma por ano, além do pagamento de uma taxa de R$ 50, destinada a Crehnor, executora da obra.
Estiveram presentes no ato o deputado federal Dionísio Marcon; o deputado estadual Edegar Pretto; o prefeito de Morro Redondo Rui Brizolara; o vice-prefeito Diocélio Jaeckel; vereadores municipais Anderson Guths e Claudio Klumb; o secretário estadual de Habitação e Saneamento Marcel Frison; o gerente regional da Caixa, em exercício, Anderson Possa; o gerente de construção civil regional da Caixa, Ricardo Turcato; o diretor administrativo da Crehnor Gilson Rodrigues; o prefeito de Canguçu Gerson Nunes, o vereador de Canguçu Formiga e a comunidade em geral.
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