S�bado, 04 de julho de 2026, 22:26h
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A banda gaúcha Psico está desde 2006 no Rio de Janeiro, onde tem trilhado um caminho com novas experiências, levando o seu Rock’n Roll para várias partes do país. Nascida em 2001 no cenário underground de Pelotas, a banda é encabeçada pelos irmãos Leandro e Thiago D'Avila e complementada por Wander Garcia na bateria. Segundo a descrição feita pela própria Psico, ela é o resultado de uma sólida base rockeira, forjada em inúmeros festivais, teatros e bares, em diálogo com a tradição da música tanto do sul, quanto do Brasil, em geral. Desse caldeirão de ideias emergem composições que assimilam tango, milonga, baião, samba e dialogam com a linguagem do rock de Jimi Hendrix, Led Zeppelin e Mutantes.
Entre as experiências vividas após a ida para o eixo Rio-São Paulo, o destaque vai para a parceria com o músico e produtor carioca Rodrigo Garcia, que integrou a banda de Cássia Eller. Foi através dele que surgiu a oportunidade de gravarem faixas ao lado de Marcelo Bernardes, flautista titular de Chico Buarque, Ary Dias (A cor do som) e Walter Villaça, guitarrista de Cássia Eller. Outra experiência bacana da história da Psico é que Leandro D’Avila também atuou na banda Laboratório I.D, em Campinas (SP), ao lado de Robledo Silva, tecladista do Capital Inicial.
Agora a Psico se prepara para o novo CD autoral, que contou com apoio do produtor Rodrigo Garcia e de Chicão Eller, filho de Cássia Eller, reativando o estúdio da saudosa mãe, onde a Psico gravou alguns sons. O próximo show da banda está confirmado para este sábado (25), no palco de shows da 15ª Motofest em Jaguarão.
Confira os principais trechos do bate papo do Jornal Tradição Regional com Thiago D’Ávila:
Jornal Tradição Regional: Desde quando vocês estão em Pelotas? A Psico tem vindo com frequência ao Rio Grande do Sul?
Thiago: Nessa temporada vamos ficar pouco mais de um mês no Rio Grande do Sul. Chegamos em Pelotas no dia 30 de dezembro para passar o ano novo com família e os amigos. Sempre que os compromissos permitem voltamos ao nosso estado natal. É muito importante para gente rever a família e a galera que curte o nosso som aqui no sul, pois isso nos dá força para seguir a empreitada no sudeste.
JTR: Como está a agenda da Psico no sul?
Thiago: Ficamos até o dia 2 de fevereiro. Tivemos uma agenda no dia 21 de janeiro no Seu Boteco, no Shopping Pelotas, e vamos fazer um show na Motofest em Jaguarão. Estamos na negociação de outra data ainda nesse mês, e talvez um festival de bandas em Pelotas mesmo, no velho estilo Underground. Em fevereiro voltamos ao Rio, onde desde o ano passado somos banda residente do Rio Rock & Blues na Lapa (famosa região boêmia do Rio), tocando em sextas e sábados de duas a três vezes por mês.
JTR: Falando no Rio de Janeiro, como tem sido essa experiência por lá?
Thiago: Durante esses sete anos no sudeste, a Psico tem tocado em bares, festivais e casas de show. Essa bagagem deu à banda a oportunidade de testar seu show com vários públicos e ambientes, acreditamos que a estrada é uma escola insubstituível para uma banda de rock que pretende se manter viva por muitos anos. O contato com trabalhos de outros artistas e bandas também outros estilos contribuem para trabalho, uma vez que a Psico seja uma banda bastante eclética musicalmente falando. Este ano nos preparamos para o lançamento do segundo CD autoral, gravado parte no Rio Grande do Sul e parte no Rio de Janeiro, que será lançado pelo coletivo Outro Sul de Pelotas. Quatro faixas já estão disponíveis no endereço soundcloud.com/psicoep-2013.
JTR: Entre os diversos eventos que a Psico participou estão alguns shows em festas de motociclismo. Vocês têm um repertório diferenciado para estes shows? O que o público pode esperar do show da Psico na 15ª Motofest?
Thiago: Um dos mercados possíveis para as bandas de rock no Brasil tem sido as festas e encontros de motoclubes, pois esses grupos organizam seus eventos e contratam bandas de rock. Durante esses últimos anos, tocamos em alguns eventos de motociclismo, e podemos destacar o Encontro Nacional de Motociclistas de Itaboraí/RJ, Encontro Carangos e Motocas em Campinas/SP e o Bar Heavy Duty (um dos mais famosos pontos de encontro de motociclistas no Rio de Janeiro).
O rock clássico da Psico não precisa de muitas alterações para se encaixar em um evento de motos, mas para esses eventos nunca deixamos faltar sons de bandas como: Steppenwolf, Só Creedence, The Rolling Stones e os brazucas: Raul Seixas e Mutantes, além é claro do som autoral da Psico que é influenciado por essas bandas que tem tudo a ver com estrada, motos e festa. O público pode esperar uma banda dando todo o sangue, emoção e energia em cima do palco, como não pode ser diferente em um verdadeiro show de rock. Mas também um belo espetáculo musical e de interação da banda com quem assiste. A banda está muito empolgada por tocar nesse grande evento em Jaguarão, pois a cidade é muito especial por ser a terra da família da mãe dos irmãos D´Avila. É uma cidade linda de fronteira que conhecemos muito bem, mas nunca tivemos a oportunidade de nos apresentar. Por isso estamos orgulhosos que nosso primeiro show em Jaguarão seja em um evento tão grande e bacana como o Motofest.
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