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Autorizada em todo território nacional pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) desde o dia 2 de fevereiro de 2013, a caça de javalis-europeus, vulgo javaporco, divide opiniões. Por um lado, há quem defenda os animais, e acredite em sua domesticação, por outro, agropecuaristas de todo país calculam prejuízos em lavouras e criações.
Segundo o decreto do Ibama, o javaporco é um animal exótico, que entrou no Brasil pelas fronteiras de países vizinhos como Argentina e Uruguai, em meados de 1900. Por não ter nenhum predador nativo, a espécie está se proliferando rapidamente e ameaçando a existência da fauna de diversas regiões do país.
O que se pode afirmar com convicção é a aprovação de caçadores, que legalmente podem praticar o esporte, e vangloriar-se por suas conquistas. Devido a extensão territorial do interior de Piratini, que ultrapassa os três mil quilômetros quadrados, centenas de javalis são avistados, e a cidade vira uma opção para grupos de municípios vizinhos realizarem caçadas.
No sábado (18), um grupo de cinco caçadores abateu um imenso exemplar, de aproximadamente 250 kg. O feito ocorreu próximo a Ponte da Orqueta, no 2º distrito, depois de meia hora perseguindo o javali. Conforme contou o engenheiro agrônomo Roberto Oliveira, 23 anos, ele e demais amigos de Pedro Osório vinham à procura deste animal há um longo tempo, mas devido ao seu tamanho e agressividade, foi muito difícil pegá-lo. Na avaliação de Oliveira, além do prazer de caçar, o grupo ajuda a manter o equilíbrio entre as espécies, pois eliminando o javali exótico, sem predadores na região, evita-se a extinção de animais nativos.
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