S�bado, 04 de julho de 2026, 20:32h
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Em média 450 consumidores residentes no terceiro distrito, zona rural de Piratini, ficaram 75 horas sem energia, o que causou transtornos e prejuízos para quem depende do fornecimento de energia elétrica da CEEE. A justificativa para o problema está além da vontade da companhia, como esclareceu na quarta-feira (5) o gerente da CEEE, Antônio Balbino Garcia.
Segundo Garcia, a rede de distribuição, que se estende até a divisa com o município de Santana da Boa Vista, que é limitado pelo Rio Camaquã, pertence à CEEE, mas a energia que passa por ela é terceirizada, ou seja, comprada da companhia da AES Sul. “Desde o momento em que faltou luz, no domingo (2), eu fiz contato com eles três vezes por dia requisitando a solução e, no mínimo, umas duas vezes me frustrei diante do prazo dado, mas não cumprido para o retorno”.
Para o gerente, outro ponto que dificulta e impacta no fornecimento ao distrito é a construção de uma nova rede, que chegou a ser erguida em 2011. “Cravamos os postes e estendemos os fios, mas, a Ecosul, empresa que explora a rodovia, se viu no direito de cobrar nove mil reais por mês da CEEE pela colocação dos postes”, revela. O resultado é que a obra foi embargada, e gerou uma medida provisória do governo federal impedindo as exploradoras de rodovias de cobrar por obras de serviços essenciais como água, luz e telefone. “Já há todo um projeto para refazer esta rede, e que precisará entrar no orçamento da CEEE. Por tudo isso, e outros tantos pontos de desconhecimento do consumidor, é que somos criticados, e nem sempre a culpa é nossa, não totalmente” disse Garcia.
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