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“Na capital do apagão, todos os dias sem exceção, falta energia no verão”. O verso foi uma das formas postadas nas redes sociais para protestar de forma irônica contra uma situação que se agrava em virtude dos constantes períodos sem o fornecimento de energia elétrica, principalmente no verão, época em que o consumo aumenta.
Na segunda-feira (3), representantes das sete serrarias que compõem o polo madeireiro localizado no 4º distrito de Piratini, hoje responsáveis por uma fatia significativa dos empregos gerados no município, protestaram pela demora na solução da falta de energia causada pela queda de um eucalipto na rede de alta tensão. A ocorrência elevou os ânimos dos madeireiros, que permaneceram mais de vinte horas sem luz. Segundo informações, algumas localidades ainda chegaram a ficar quatro dias sem o fornecimento de energia.
Enquanto uma viatura da CEEE era aguardada, Leonardo Rauber, que gerencia a maior empresa do ramo no polo, reclamou: “Sempre foi assim, se falta energia em Piratini, nós somos os últimos a ser atendidos. Em 2012, ficamos quatro dias esperando e vendo o que havia nas geladeiras estragarem. A nota fiscal eletrônica não podia ser emitida, e os caminhões carregados ficam parados até terem uma solução”. Ele também apontou a voltagem das residências como uma das falhas no fornecimento. “Em cada casa, o certo é 220 volts, mas, aqui, e cito como exemplo a minha residência, onde alguns aparelhos como o ar condicionado não funcionam, a voltagem que chega é de 160 volts”.
Rauber também descreveu a ineficácia do atendimento pelo telefone 0800 da Companhia, considerando que teve que esperar uma hora e meia na linha até ser atendido. O serralheiro Jeder Quevedo ainda aumentou: “É muito difícil conseguir ligação, e quando você consegue é mal atendido. Temos que dispensar os funcionários e o escoamento é prejudicado. Isso não deveria ser assim, pois somos os maiores empregadores, e nossas empresas juntas geram a maior arrecadação de ICMS da cidade”.
08-03-2014 - 11h28min
Leo Motta, de Cascavel - PR-RS, disse:
No mínimo tentaram retirar os eucaliptos... sem comunicar a Cia... sem critério algum de derrubada.. fizeram a bagunça toda e..... tiveram que aguardar um tempo até q toda a sujeira que fizeram fosse limpa pela CEEE.... e reclamam ainda... Para a retirada de eucaliptos próximos da rede... aqui no PR... cobramos o acompanhamento do serviço, as vezes, pelas condições adversas, desmontamos a rede elétrica... baixamos os cabos... desligamos consumidores... mas tudo isso com custo para quem quer os eucaliptos... porque na maioria esmagadora das vezes... os eucaliptos são plantados após a construção da rede... Pasmem!! As vezes são plantados em baixo da rede.... sem o mínimo critério. Por isso, penso comigo quando leio essa reivindicação dos madeireiros... "tem mais água nesse rio"... que não aparece nessa história.
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