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Diálogos do Cdes-RS teve como tema a qualidade da energia elétrica na região
Realizada na última terça-feira (11), a reunião Diálogos do Centro de Desenvolvimento Econômico e Social (Cdes-RS) foi de apresentação dos investimentos na região e de análise da situação atual da distribuição de energia elétrica
Em 13 anos, o aumento no pico de consumo de energia elétrica foi de 80%. Já o crescimento da população, 7%. Esses dados, segundo Guilherme Barbosa, diretor de distribuição do Grupo CEEE, presente na reunião realizada na terça-feira (11), em Pelotas, pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Rio Grande do Sul (Cdes), ao mesmo tempo em que mostram o crescimento econômico da população, colocam uma pressão muito grande na empresa.
Essa pressão foi o principal motivador da reunião, solicitada pelo prefeito Eduardo Leite ao governador Tarso Genro durante a interiorização realizada no mês passado. “É muito importante sabermos quais são os entraves do investimento. Tantas são as carências. Se esta não for tomada como prioritária, outras serão”, afirmou Leite na abertura da encontro, que contou com a presença da sociedade civil, imprensa, representantes do Poder Legislativo local, parlamentares, representantes do governo do Estado, da CEEE e da Eletrosul.
Tanto Barbosa quanto o diretor de transmissão da CEEE, Gilberto Silva da Silveira, apresentaram o crescimento da empresa, dados de consumo dos clientes e os investimentos feitos pelo governo do Estado até agora – cerca de 1,5 bilhão para a modernização e manutenção das redes e subestações – e, principalmente, o que será investido até 2015: ampliação da subestação Pelotas 1, em fase de implantação, com investimento de R$ 10,9 milhões; R$ 14,2 milhões na ampliação da Pelotas 3, que abastece Capão do Leão, Morro Redondo, Canguçu e Pelotas; a subestação Pelotas 4, com melhorias orçadas em R$ 6,9 milhões, para benefício de 43 mil clientes; e construção da subestação Pelotas 5, que aliviará a carga na Pelotas 2 e na 4, melhorando a distribuição, sendo investidos R$ 24,8 milhões.
Segundo a deputada estadual Mirian Marroni, o problema nas quedas ocorridas, com relação à CEEE, é a manutenção e modernização das redes que já existem. “Não se pode abandonar este trabalho de manutenção das subestações, troca de equipamentos, rede, chaves e alimentadores. A queda que vem acontecendo é em função de uma rede velha, que está sendo substituída”. Mirian ainda afirmou que um dos grandes problemas das quedas foi por causa do desligamento de uma máquina da Usina de Candiota.
Como complementado por Barbosa, diretor de distribuição, o abastecimento da cidade, neste último verão ainda apresentou algumas situações excepcionais: além da manutenção da Usina de Candiota – de propriedade da CGTEE (Eletrobras), que é importante para stabilizar a tensão do sistema elétrico – aconteceram dois desligamentos devido à queima de equipamentos nas subestações Pelotas 2 e Pelotas 4 da CEEE Distribuição, e uma série de temporais que afetaram as redes elétricas.
Também presente na reunião, o prefeito de Canguçu, Gerson Nunes, falou dos problemas sofridos na cidade devido às quedas de energia, afirmando que, apesar de ficar satisfeito em saber dos investimentos que serão realizados até 2015, está preocupado com o presente. “Cerca de 64% da população de Canguçu vive na Zona Rural. São pequenas empresas que empregam e mantêm o homem no campo, principalmente na plantações de tabaco. Como o funcionamento das estufas demanda energia elétrica, na falta dela o produto fica prejudicado e o produtor sai no prejuízo”, afirmou o prefeito. Segundo Nunes, as quedas começaram no Natal e se mantêm desde então. “Mesmo com essa previsão de investimentos, precisamos de algo emergencial, para garantir a qualidade da energia elétrica e manter o produtor no campo, gerando tributos”.
No entanto, para melhorar a situação do sistema de fornecimento de energia elétrica em Pelotas, os técnicos do Grupo CEEE instalarão neste domingo (16) uma subestação móvel, com a capacidade de 30 MVA (megavolts ampère) junto à subestação Pelotas 2, localizada na rua Bento Gonçalves. A solução foi definida junto à área de transmissão da Companhia, e a subestação móvel irá redistribuir as cargas da Pelotas 2.
Fechando o encontro, o prefeito Eduardo Leite reforçou o objetivo da reunião, afirmando que algumas reuniões já estão marcadas para se prosseguirem com os encaminhamentos, além de ser mantida a incisividade na cobrança por investimentos. “O prefeito não está aqui para fazer política, mas para representar a população. Lidamos com prioridades, garantindo os investimentos. Estamos vigilantes”.
Os investimentos previstos
Segundo o gabinete da deputada estadual Mirian Marroni, os investimentos em distribuição e transmissão que serão realizados na região são:
Pelotas 1
Subestação que abastece a Zona Urbana o Laranjal, Z3, Areal, Fátima, Cruzeiro, Porto, Balsa, Navegantes, Jardim Europa e Arco-Íris e na Zona Rural, a Galatéia. Tem capacidade de transformação de 50 MVA e aumentará para 75MVA. Já foi iniciada em 2012, mas apresentou problemas com a empresa contratada, com contrato rescindido em 2013, mas ainda em tramitação na justiça. O investimento na Pelotas 1 é de R$ 10,9 milhões, para beneficio de 45 mil consumidores, e tem previsão para conclusão no segundo semestre do ano que vem.
Pelotas 3
Abastece Pelotas, Capão do Leão, Morro Redondo e Canguçu. Tem capacidade de 166MVA e passará por uma ampliação e modernização. A conclusão da obra está prevista para o segundo semestre de 2015, com R$ 14,2 milhões investidos.
Pelotas 4
A subestação abastece, na Zona Urbana, o norte do Três Vendas e a Vila Princesa, além da Zona Rural e o município de Arroio do Padre. A ampliação incluirá sua modernização e a instalação de um novo transformador de Alta Tensão. A previsão de assinatura do contrato da obra é ainda no primeiro semestre deste ano, e conclusão das modificações no segundo semestre de 2015. O investimento será de R$ 6,9 milhões e atenderá aproximadamente 43 mil consumidores.
Pelotas 5
Subestação que será construída na Zona Norte de Pelotas, no bairro Lindóia. Terá capacidade de transformação de 50 megawatts e oito novas saídas de alimentadores. Foi licitada, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2015. A Pelotas 5 está programada para redistribuir a carga das outras quatro subestações. O investimento de R$ 24,8 milhões, e beneficiará 80 mil clientes.
Subestação de Morro Redondo
Foi licitada em setembro de 2013 e as obras devem iniciar em abril deste ano, com previsão de término em 2015. O investimento é de R$ 12,6 milhões.
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