S�bado, 04 de julho de 2026, 17:34h
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Jovem e com quatro anos de magistratura após formar-se pela Pontifícia Universidade Católica (Puc), filho de mãe brasileira e pai nicaraguense, Alejandro César Rayo Werlang, 31 anos, já ocupa a cadeira de juiz da Comarca em Piratini. A cidade e seu novo local de trabalho foram apresentados pelo colega Roger Xavier Leal, então titular por dez anos. “As referências dadas pelo Roger e também a impressão que tive dos funcionários do Cartório me fazem ter uma expectativa muito positiva”, disse o magistrado, que já atuou nos municípios de Canela e Cerro Largo.
Ao falar de seu perfil, Rayo fez novamente uma alusão ao colega que deixou o lado humano como marca em muitas de suas decisões, sem abrir mão da aplicabilidade da lei. “Entendo que meu perfil se assemelha ao dele. Não sou o que chamam de juiz linha dura, e sim um conciliador que adota o diálogo, gosta de ouvir as partes, e solucionar o problema, não apenas efetivamente aplicar a lei”, auto avaliou Rayo.
Questionado quanto à visão da população brasileira com relação à justiça, ele concorda que a opinião não é das melhores, mas é contra as mudanças no Código Penal. “Concordo que a população não nos vê com bons olhos, mas, na minha visão, é devido à morosidade da justiça e não ao Código ou a lei ser branda demais. O maior problema da criminalidade é social: onde há mais pobreza, há mais crime. A solução não é prender e sim, dar educação, saúde e cultura às pessoas”.
Para ele, as recentes decisões do Supremo Tribunal Federal amenizaram o descrédito na justiça. “Especialmente no caso do Mensalão foi possível para o cidadão ver que não apenas quem é pobre vai para a cadeia, mas também quem tem dinheiro e poder”, finalizou.
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