S�bado, 04 de julho de 2026, 15:18h
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Pelo cronograma do governo municipal, a escola de educação infantil do bairro Vila Nova deveria ter sido inaugurada no ano passado, mas, as obras para o educandário projetado para receber 120 crianças por turno, ou 240 em tempo integral, hoje são alvo constante de furtos de material de construção, praticados geralmente por pessoas do próprio bairro. A denúncia dos furtos chegou à reportagem do Jornal Tradição Regional através de um vizinho do prédio que requisitou anonimato, mas assegurou: “Levam [o material] durante o dia, várias vezes, e de carrinho de mão”.
O caso foi apresentado para a secretária municipal de Educação, Rosana Maneti, que confirmou a situação repudiando a ação ao patrimônio público. “Quando tomamos ciência do problema, procuramos nos resguardar registrando boletins de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil. Roubaram ferro de construção, telhas e até mesmo peças em granito e o que não roubaram, destruíram”, revelou a secretária, que ampliou: “O lamentável é saber que as pessoas que roubam a creche são as mesmas que, quando ela passar a funcionar, terão ali os seus filhos ou parentes cuidados”.
A interrupção da obra
A não conclusão do educandário no padrão desenvolvido pelo Ministério da Educação e com orçamento de aproximadamente R$ 1,4 milhão, cabendo ao município uma contrapartida de R$ 338 mil reais, informou a secretária, foi em virtude da falência da empresa responsável por executar o projeto. Conforme Rosana, em uma reunião na Azonasul, descobriu-se que outras 14 escolas espalhadas por 11 cidades da região e de responsabilidade da Construtora Espíndola, passavam pelo mesmo problema. “Se fossemos somente nós, acredito que seria possível reverter à situação, mas ela é muito mais grave do que achávamos”, lamenta.
A saída, obrigatoriamente, será bem mais onerosa para o município. Rosana disse ter ciência de que o valor da contrapartida vai aumentar, mas acredita que ainda este ano o projeto tenha continuidade. “Requisitamos ao Ministério da Educação um prazo de 90 dias para uma reprogramação da obra, assim, a contrapartida que já era alta vai subir ainda mais devido a defasagem dos valores no momento de fazer uma nova licitação”. Ao finalizar, a secretária informou que enquanto o mencionado não ocorre, a saída encontrada será cercar o prédio e dispor de um vigia durante 24 horas para impedir que os furtos continuem.
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