S�bado, 04 de julho de 2026, 13:18h
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Presidente do Conselho Tutelar reclama que o funcionamento do órgão acontece com equipamentos velhos ou muito usados
Mesmo diante da importância em assegurar os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Conselho Tutelar de Piratini não conta com uma estrutura compatível com as obrigações a ele inerentes. Abrigado há três anos na Casa de Garibaldi, um dos prédios históricos do município e que necessita de reformas, as cinco conselheiras e duas psicólogas da instituição se desdobram para prestar um atendimento à altura do que exige as tantas ocorrências envolvendo menores.
Anita Veleda, presidente do Conselho Tutelar, reclama que o funcionamento hoje acontece com equipamentos velhos ou muito usados, vindos de secretarias da prefeitura ou de doações do Ministério Público, como é o caso do único computador em funcionamento. “Nunca conseguimos trabalhar com material novo, mas sempre com o que sobra em outros setores. Temos o computador, mas não a impressora, que faz muita falta para os expedientes que realizamos diariamente”, reclama Anita.
Um veículo para os deslocamentos durante as diligencias, que hoje são feitos com uma viatura cedida pela Secretaria de Cidadania e Assistência Social, a qual o conselho é ligado, também integra as carências apontadas. “No ano passado, recebemos a notícia de que tínhamos sido contemplados com uma emenda parlamentar que nos assegurava um carro, cinco computadores e um refrigerador. Era para ter chegado no mês de setembro, e até agora nada”, revela a presidente. Segundo o assessor de planejamento da Prefeitura de Piratini, Otávio Alves, a emenda parlamentar é do deputado federal Alceu Moreira, e o motivo da promessa não ter se transformado em realidade foi devido ao parlamentar não ter incluído Piratini entre as prioridades a serem liberadas pelo Palácio do Planalto.
Para que o prédio pudesse ofertar melhores acomodações, Anita diz que uma sala estruturada para os atendidos aguardarem, com jogos, televisão e outras atividades de entretenimento, ajudaria a diminuir as carências. “Hoje as crianças aguardam juntas, e sem nenhuma atividade. Isso também deveria ser estendido à sala onde as psicólogas atendem, que nem mesmo tem um computador”, finalizou.
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