S�bado, 04 de julho de 2026, 13:18h
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Integrantes da Coopersol foram responsáveis pela triagem de quase 10 mil quilos de papelão no último mês. Todo material foi encaminhado para a reciclagem
O trabalho não é exclusivamente feminino, mas o predomínio é das mulheres. Diariamente, Bianca Machado, 24 anos, e outras dez trabalhadoras da Coopersol recolhem o lixo sólido nas residências e fazem a separação dos resíduos na estação de triagem. Plástico, papel e papelão são parte do cotidiano destas mulheres cujas mãos são as principais ferramentas de trabalho. As dificuldades são compensadas pelo bom humor, companheirismo e lições de solidariedade. “Geralmente, trabalhamos assim, rindo e brincando. Nosso trabalho já é difícil, então o bom humor nos ajuda”, relata Bianca, que faz parte da Cooperativa de Trabalhadores em Coleta Seletiva há oito anos e assumiu a função de coordenadora de trabalho do grupo há dois meses.
Rádios, jarras elétricas, geladeiras e até fogões. Bianca não sabe ao certo a quantidade de utensílios que os trabalhadores já ganharam da população. Roupas e calçados também estão na lista de objetos que perderam a utilidade para uma parte da sociedade e que são reaproveitados pelos integrantes do grupo. “Às vezes a gente acha algum objeto e dá de presente para outra colega que não tem ou que está precisando”, explica. Dois homens dividem o espaço da estação de triagem com as trabalhadoras. João Aires, que trabalhou individualmente com reciclagem durante cinco anos, se juntou ao grupo há seis meses e diz que o trabalho no local é tranquilo.
Diariamente, milhares de embalagens são separadas, prensadas e enfardadas, numa tarefa contínua para reduzir o impacto ambiental no município. A coordenadora avalia que a população passou a adotar a separação do lixo reciclável, mas alerta os colegas sobre os riscos da profissão. “O maior perigo são os cacos de vidro e as seringas com agulha”, diz.
Em fevereiro, foram encaminhados para a reciclagem cerca de 9,8 mil quilos de papelão e 1,6 mil quilos de plástico, além de outros materiais. A renda dos integrantes da Coopersol é calculada pelas horas de trabalho de cada um. A última remessa rendeu aproximadamente R$ 600 para quem não teve ausências em fevereiro. “Nosso salário é baseado na divisão igualitária do lucro. Se alguém falta um dia durante o mês, esse dia é descontado no pagamento”, explica.
Outro acréscimo importante vem de um convênio firmado com a Prefeitura. Mensalmente são repassados R$ 3,5 mil para a cooperativa. O valor é repartido entre os 13 integrantes do projeto. Apesar das dificuldades, Bianca vê com otimismo o trabalho diário que executa. “Na rua todo mundo nos conhece. As pessoas nos dão presentes. Quando vamos fazer coleta no interior, muita gente nos convida para almoçar”, conta, orgulhosa.
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