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As eleições de 2012 marcam o retorno de Bigico (PP) à Câmara. Vereador entre 2001 e 2004, na época bastaram apenas os votos obtidos na cidade para ele ser eleito. Neste ano, os 675 votos conquistados nas urnas lhe garantiram novamente uma vaga. De volta ao poder Legislativo, Carlos Alberto Vargas da Silva encontrará um cenário diferente.
Após 16 anos, houve uma troca do partido que comandará a cidade, mas Bigico garante que não será oposição ferrenha, e não fará nenhuma imposição a projetos que beneficiem a população.
Embora tenha participado de apenas três disputas eleitorais, o vereador é filiado ao Partido Progressista há cerca de 25 anos. “Desde pequeno pregava placas e trabalhava para o partido”, disse ele. Após trabalhar por um ano na Secretaria de Agricultura, um dos focos de Bigico no mandato será a agricultura familiar. Segundo ele, o solo é um patrimônio do município e precisa ser recuperado, pois boa parte está ficando improdutiva.
Também deseja olhar pelos funcionários públicos através de uma revisão em pontos importantes do estatuto. Calçamento e asfaltamento de ruas são outros pontos que pretende abordar nos próximos quatro anos. Na tarde de terça-feira (23), o parlamentar conversou com o Jornal Tradição Regional.
JTR - O senhor já havia sido vereador em 2000, mas não foi reeleito em 2004. Foi difícil fazer campanha oito anos depois de ter deixado a Câmara?
“Honestamente, não. Inclusive percebi que as pessoas sentiam saudades de mim. Fui sempre muito bem recebido nas visitas que fiz durante a campanha. E acredito que por ter trabalhado tanto nas secretarias de Obras e de Agricultura, conquistei o apoio de muitos funcionários que até trabalharam na minha campanha. Sempre estive na vitrine e já vinha me preparando para essa eleição”.
JTR - Durante cerca de um ano, tu trabalhaste na Secretaria de Agricultura. Isso vai influenciar a linha de trabalho na Câmara?
“Pelo tempo que estive na Secretaria, quero trabalhar pela agricultura familiar. Uma das ideias é buscar uma parceria com a Prefeitura para a recuperação do solo. Nós só extraímos as riquezas do solo, mas precisamos investir também, pois ele está ficando improdutivo. É necessário mais acompanhamento técnico e um convênio em que a Prefeitura pague uma parte do calcário e o transporte até o agricultor, que pagaria a outra metade. O solo é um patrimônio do município de Canguçu, nele está a nossa produção econômica. Também pretendo ajudar os funcionários públicos que não tem um representante no governo. O estatuto precisa ser estudado e revisto em aspectos como o piso dos plantonistas, por exemplo, que deveria ser diferenciado, mas não é. Já me coloquei a disposição do SIMCA (Sindicado dos Municipários de Canguçu) para ser um parceiro na defesa dos funcionários”.
JTR - O PP elegeu cinco vereadores nestas eleições mas, pela primeira vez em 16 anos, o partido será de oposição ao governo municipal. Como a bancada pretende se comportar em relação a isso?
“Eu posso falar apenas por mim. Eu sou oposição somente por não ser do mesmo partido do prefeito. Mas isso não significa que serei oposição ferrenha. Se o projeto for bom para Canguçu, eu voto junto com o prefeito. Não quero ser radical. Sei que isso acontecerá na bancada, mas não da minha parte. Se eu agir assim, não estarei legislando pela população”.
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