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Moderna estrutura de dez leitos foi inaugurada em novembro do ano passado, com a presença do secretário de Saúde do Estado, Ciro Simoni
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, inaugurada no Hospital de Caridade de Canguçu para atender recém-nascidos de todo o Estado, encontra-se fechada desde o dia 24 de fevereiro. A moderna estrutura de dez leitos foi aberta em novembro do ano passado, depois de aguardar por nove meses o credenciamento junto ao Ministério da Saúde. Naquela ocasião, o ato contou com a presença do secretário de Saúde do Estado, Ciro Simoni.
A dificuldade encontrada pelo Hospital para contratar médicos teria sido determinante para o fechamento. “A Secretaria Estadual de Saúde exigiu a capacitação da equipe de enfermagem e a formação da equipe médica, além da desinfecção total do ambiente. Esses itens precisam ser cumpridos para a UTI voltar a funcionar”, explicou a titular da 3ª Coordenadoria Regional da Saúde (CRS), Lusiana Larrossa, em entrevista à Rádio Liberdade AM na terça-feira (28).
No dia 24 do mês passado, o último bebê internado recebeu alta. A partir daí, iniciaram os procedimentos, considerados “pequenos, mas que no conjunto são importantes para qualificar a assistência às crianças”, como define Lusiana. Ela não estipula prazo para a conclusão do trabalho. “A reabertura da UTI vai depender da dinâmica da direção do Hospital”, limitou-se a dizer.
Em novembro, dias depois de ser inaugurada, a UTI contava com o médico pediatra Benhur Batista, cinco enfermeiras e 17 técnicas de enfermagem. Em entrevista à Rádio Liberdade AM, o vereador Ubiratan Rodrigues demonstrou preocupação com “o violento aumento do número de mortes de crianças dentro da UTI”. Segundo o parlamentar, mais de dez bebês já morreram desde a inauguração da moderna estrutura, o que corresponde à capacidade de leitos disponíveis.
Em menos de 24 horas de funcionamento, a UTI recebeu a menina Carolline Crizel da Silva, cuja mãe era diabética e teve diagnóstico de insuficiência renal durante a gestação. Ela nasceu pesando 1,7 quilos e medindo 40 centímetros. Carolline morreu dias depois.
Câmara de Vereadores quer ouvir os responsáveis
Na sessão de quinta-feira (1) na Câmara, os vereadores pretendiam criar um requerimento convocando a presença das secretarias de Saúde do Estado e de Canguçu e do superintendente do Hospital de Caridade, Fernando Gomes, em audiência pública. “Queremos trazer estas pessoas à Câmara para saber o que realmente aconteceu. Se a ANVISA [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] esteve em Canguçu e lacrou a UTI, o assunto é sério”, avalia Rodrigues, que não descarta a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso.
Segundo o vereador do PP, recentemente foi registrado o nascimento de irmãs trigêmeas no 4º Distrito: Vanessa, Vitória e Valentina. Duas delas já morreram. A sobrevivente, Vitória, foi levada com urgência para a cidade de Bagé, que oferece 12 leitos para abrigar recém-nascidos. Ele também citou o caso de um funcionário da Prefeitura de Canguçu, que perdeu os dois filhos em caso semelhante.
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02-03-2012 - 11h44min
Superintendente do HC em Canguçu garante até dez médicos à disposição da UTI neonatal
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