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No Brasil, os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná concentram 95% da produção nacional de maçãs. De acordo com Pierre Nicolas Peres, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Maçãs (ABPM), o grande volume da produção nacional está dividido entre a Gala, que responde por 55% da safra, e a Fuji, que detém 40% do volume. O Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor de maçãs do país, abaixo apenas de Santa Catarina.
Em 2011, a produção brasileira de maçãs foi de 900 mil toneladas, bem abaixo das 1,2 milhão de toneladas colhidas na safra anterior. A produção gaúcha também caiu, despencando de 560 mil toneladas para 400 mil toneladas. Em compensação, os preços foram melhores e a qualidade dos frutos também melhorou. Já no ano passado, o Estado colheu 483 mil toneladas, porém nesta safra é esperada uma quebra de 10% em relação a 2012. “Uma geada tardia atingiu pomares. Além disso, a Fuji, que representa 30% da produção no Estado, está bastante manchada. Em alguns lugares, ela vai ter uma produção menor”, explica o presidente da Associação Gaúcha dos Produtores de Maçã (Agapomi), Leandro Bortoluz.
No entanto, como a qualidade e o calibre das frutas devem ser maiores, os produtores acreditam que a fruta terá uma boa colocação no mercado. As expectativas são otimistas, inclusive, para o mercado externo, já que outros países produtores tiveram quebra maior do que a prevista para o Brasil nesta safra. Bortoluz também destaca que, a partir deste ano, o governo federal passou a determinar que uma parte do valor para o seguro agrícola seja destinado à cultura da maçã, o que facilita a obtenção do benefício pelos agricultores.
Na região sul do RS, a safra da fruta deve se manter estável, aproximando-se dos mesmos números de 2012. Com uma expectativa de colheita próxima das 200 toneladas, até os preços pagos pelo quilo da fruta devem aumentar, variando entre R$ 1,00 a R$ 1,20 por kg de maçã, o que anima os produtores que esperam se recuperar das perdas de anos anteriores. Que o diga o produtor Wilson Behling, 59 anos, que há 12 anos aposta no cultivo de frutas, em especial a maçã.
Em 2012, o maior produtor de maçã de Arroio do Padre, colheu mais de 160 toneladas da fruta, comercializadas no mercado regional e para indústrias. “Em 2010 e 2011 perdi grande parte da produção por causa do tempo e tive que recorrer a financiamentos para conseguir arcar com as dividas. Em 2012 a safra foi boa, mas o preço da fruta foi ruim e esse ano o preço está muito bom e a safra foi boa, por isso acredito que vou me recuperar, para poder continuar plantando”, revela o produtor que vai participar novamente da festa do caqui e da maça, comercializando cerca de três toneladas da fruta na feira.
Além da maçã - cultura que hoje ocupa nove hectares da propriedade, num total de 17 mil pés plantados, sendo que até o fim do ano serão 19 mil pés – a família Behling aposta ainda na produção de peras e ameixas. “O custo da produção é muito alto e o pequeno produtor não tem muito apoio do governo, por isso temos que correr atrás para conseguir vender nossos produtos, levando em conta que a maçã precisa ser rapidamente comercializada para não haver perdas”, explica Behling, contando que esse ano a fruta amadureceu rápido o que causou algumas perdas para ele.
A fruta
A maçã é usada em diversas receitas e muito apreciada no mundo inteiro. A fruta traz inúmeros benefícios à saúde, pois ajuda a controlar o colesterol, reduz o risco de câncer digestivo e tem cerca de 80 calorias, o que não compromete a boa forma. Composta por 85% de água, ela contém 12% de frutose, um tipo de açúcar que não provoca cáries. Ácidos orgânicos, fibras solúveis, substâncias antioxidantes como o tanino e as vitaminas C, E e provitamina A, além das vitaminas B1 e B2, formam os 3% restantes.
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