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23-04-2013

Clima atrapalha e produção de caqui deve ser menor em Arroio do Padre


Foto: Daiane Santos/JTR Valter Jorge Thomsen é o principal produtor do município

O Rio Grande do Sul tem se destacado na produção de caqui, registrando um aumento superior aos 135% na área plantada nas últimas duas décadas. Hoje, a serra gaúcha é a maior produtora de caqui do Estado, onde as principais variáveis cultivadas são a Kyoto e a Fuyu. No entanto, a metade sul do RS também vem investindo no cultivo da fruta, principalmente, Arroio do Padre, onde predominam o caqui Fuyu e o Rama Forte.


Lá, cerca de quatro hectares são cultivados com a fruta, gerando uma produção média de 60 toneladas por safra. Além disso, o caqui arroiopadrense possui rusticidade, boa aclimatação na região e potencial para exportação, o que torna seu cultivo uma opção de diversificação da fruticultura para os produtores. O resultado da produção ecológica de caqui no município de Arroio do Padre é uma fruta sadia e de qualidade, produzida sem agrotóxico e adubo químico. 



E quem investe na cultura, não tem do que reclamar. Que o diga a família Thomsen que há mais de 60 anos aposta no plantio da fruta, investindo, inclusive, em melhoramento genético. De pai para filho, a produção já está indo para a terceira geração da família que é a maior produtora de caqui no município e cresceu em meio à fruticultura, produzindo ainda leite, ameixa, goiaba, maçã, pitanga e melão, tudo adubado por meio de um sistema natural de fertilização que utiliza os insumos produzidos na propriedade.


Segundo o produtor Valter Jorge Thomsen, cerca de 3 hectares da propriedade são dedicados ao cultivo de aproximadamente 1,9 mil pés de caqui, sendo que este ano a safra deve ser menor devido aos ventos que atingiram o município em setembro e outubro do ano passado, que acabaram atrapalhando a floração dos frutos. “Esse ano, deve dar cerca de 15 toneladas por hectare, mas o preço deve se manter estável e espero conseguir cerca de R$ 1,00 por quilo da fruta”, afirma, destacando que na sua propriedade são cultivadas cinco variedades de caqui, o Granado, Fuyu, Rama Forte, Folha Forte e a variedade criada pelo produtor, denominada Super Massa. “Eu desenvolvi a variedade Super Massa, que, através de enxertos, dá uma fruta mais vermelha e mais firme, o que facilita o transporte e a preservação”.


A fruta


O caqui tem poucas calorias, - cerca de 80 a cada 100 g -, e possui vitaminas A, B1, B2 e E, além de cálcio, ferro e proteínas. Seu consumo regular facilita a digestão e é excelente para combater insônias. Pode ser comprado maduro, mas há quem goste de adquiri-lo ainda um pouco verde e ir consumindo na medida em que amadurece. O caquizeiro é cultivado no Brasil principalmente nas regiões Sul e Sudeste, com destaque para os estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e região sul de Minas Gerais. O período de produção é entre fevereiro/julho, com pico nos meses de abril/maio. Além de todas as propriedades presentes no caqui, ele também contém antioxidantes, o que torna a fruta uma poderosa arma contra os radicais livres, prevenindo inclusive diabetes, aterosclerose e inclusive o câncer, pois estas enfermidades estão ligadas à presença de radicais livres no organismo.


Como o caqui tem a casca muito fina e a polpa mole, é uma fruta delicada e deve ser bem embalada para a sua comercialização. Os caquis podem ser divididos em três tipos, o taninoso (Sibugaki), doce ou não-taninoso (Amagaki), e variável. O caqui taninoso representa o grupo de caquis que possuem a polpa sempre taninosa e de cor amarelada, quer os frutos apresentem sementes ou não. O caqui doce compreende os caquis que têm a polpa não taninosa e amarelada, tenham os frutos sementes ou não. Já o caqui variável, inclui as variedades de polpa taninosa e de cor amarelada, quando sem sementes, e não taninosa, parcial ou totalmente, quando apresentam uma ou mais sementes.


Dicas para consumir o fruto 


- Na hora de comprar, prefira o caqui meio verde e embrulhe em folhas de jornal para amadurecer. Observe bem se a fruta não está rachada, pois nesse caso o processo de deterioração é muito rápido. Se o caqui já estiver maduro, guarde-o na geladeira.


- Uma dica para retirar o tanino que deixa o fruto adstringente é colocar álcool, cachaça ou vinagre no cálice da fruta) e deixar em torno de três dias em temperatura ambiente até madurar. Se passar do ponto, a fruta pode ser consumida na forma de doce, bolos, sorvetes, mousses, sucos, compotas ou geleia.


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