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26-07-2013

Histórias de quem faz


Foto: Daiane Santos/JTR Propriedade de Airton Dobke possui 64 hectares e fica na Hidráulica, interior de Capão do Leão.

Quando criança, Airton Dobke, hoje com 51 anos, gostava de acompanhar o avô na lida do campo. Filho de caminhoneiro, somente aos 20 anos realizaria um desejo antigo, o de trabalhar com a terra e dela tirar o seu sustento. Natural de Morro Redondo, a oportunidade surgiu após o casamento com uma leonense, quando assumiu a administração da propriedade do sogro, localizada na localidade da Hidráulica, interior de Capão do Leão. “Foi difícil no começo, pois eu não tinha experiência e não havia tecnologia como há hoje, mas não desisti e graças a Deus consegui fazer a propriedade crescer”, afirma.


 



Conforme Dobke para que uma propriedade cresça é preciso investir e apostar no desenvolvimento e na aplicação de novas técnicas agrícolas para produzir com qualidade. Para ele, é essencial que se criem políticas públicas que incentivem a permanência do jovem no campo, do contrário no futuro não haverá mão de obra para atuar no campo. “Hoje já está muito difícil de conseguir gente para trabalhar. A agricultura está ficando velha”, considera, revelando que os dois filhos não pretendem ficar no campo.


O produtor de leite, associado da Cosulati há 31 anos, considera o cooperativismo um dos melhores sistemas de apoio ao produtor. “O produtor unido é mais forte e graças a Cosulati e as orientações técnicas que ela me dá, é que consegui melhorar a minha produção”, diz. A propriedade de 64 hectares, abriga 85 vacas, 38 produzindo leite, num total de 550 litros por dia. “Para conseguir bons resultados é importante investir numa boa alimentação, oferecendo uma estrutura saudável para os animais”, explica Dobke.


Da terra para a mesa


Todos sabem que a figura do colono ou do agricultor é muito importante por garantir o “pão nosso de cada dia”, mas muitos esquecem outro personagem essencial na cadeia produtiva nacional, o motorista. Até chegar a mesa dos brasileiros, o caminho que o alimento faz é longo e passa pelas cuidadosas mãos desse profissional responsável por fazer o Brasil andar. Pressão, riscos, saudade e muitas aventuras fazem parte do dia a dia dos apaixonados por caminhão. Mesmo quando a viajem é curta, a sensação de insegurança gerada pelos perigos no trânsito não abandona nem os mais experientes.


Que o diga Paulo Cezar de Aquino Wahast, 43 anos, mais conhecido como Beleza. Nas estradas desde 1992, hoje ele atua como transportador de frangos vivos para a Cooperativa Sul-Rio-Grandense de Laticínios (Cosulati). Diariamente, ele transporta mais de duas toneladas de frangos dos mais variados pontos até a fábrica da cooperativa em Morro Redondo. “Gosto de caminhão e é o que sei fazer. Com 12 anos de idade eu já ajudava meu pai no caminhão e meu filho está indo para o mesmo caminho”, revela. Conforme ele, hoje as estradas e vias de acessos às propriedades são muito mais bem cuidadas do que há alguns anos, mas ainda causam problemas.


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