Domingo, 19 de julho de 2026, 00:38h
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Olá, amigos que apreciam a arte e a cultura do nosso Rio Grande do Sul.
Estamos mantendo contato, através desta coluna, com nossos leitores, em especial, àqueles que apreciam as informações sobre o tradicionalismo gaúcho. Hoje, vou falar um pouco sobre as Revoluções Federalista e Assisista, bem como sobre a origem dos termos “maragatos e chimangos”. Boa leitura a todos!
Revolução Federalista
A Revolução Federalista, também conhecida como A Guerra da Degola, tinha como líder Gaspar Silveira Martins, que era líder do grupo já conhecido como “maragatos” e tinha como opositor o famoso Júlio de Castilhos, que era líder do grupo denominado de “pica-pau”, e que foi o primeiro governador do Rio Grande de São Pedro (hoje Rio Grande do Sul), no período republicano.
A Revolução Federalista foi um movimento insurrecional do início da república, começando em 1893 e durou até 1895. Dois partidos disputavam o poder: de um lado, o Partido Federalista reunia a velha elite do Partido Liberal do Império, sob a liderança de Gaspar Silveira Martins. Do outro, o Partido Republicano, que agrupava os republicanos históricos, participantes do movimento pela proclamação da república, comandados pelo governador Júlio de Castilhos.
Em fevereiro de 1893, ano da campanha eleitoral para o governo do Estado, os federalistas (Maragatos), iniciam sangrento conflito com os republicanos (Pica-paus), transformando-se numa guerra civil, com milhares de vítimas.
Vou fazer um pequeno histórico sobre os combates: Em 23/11/1893, ocorre em Bagé o massacre do Rio Negro, onde foram degolados 300 Pica-paus; Em 05/04/1894, em Palmerira das Missões, temos o combate do Boi Preto, onde foram degolados 250 Maragatos, como desforra pelas mortes em Bagé; e em 23/08/1895, Juca Tavares, pelos Maragatos, e Inocêncio Galvão, pelos Pica-paus, se reúnem em Pelotas e acertam o fim da Revolução Federalista.
Temos então que na Revolução Federalista os combatentes do lenço vermelho já eram chamados de maragatos, mas o primeiro confronto com os do lenço branco, chamados de chimangos, ou ximangos, somente aconteceram na Revolução Assisista que escreverei na próxima coluna.
Despeço-me agradecendo a atenção que vocês dedicam a esta coluna, inclusive com muitas curtidas e compartilhamentos no Facebook. Espero que nos encontremos novamente na próxima edição, pois ainda tenho muitas histórias e estórias para contar. Até lá, tchê!
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