Domingo, 19 de julho de 2026, 00:37h
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“Festas juninas gaúchas”
As festas juninas acontecem no ciclo junino, ou seja, de 13 a 29 de junho. Os gregos e os romanos (antes mesmo de Jesus Cristo) homenageavam os deuses da colheita com fogueiras, cantorias e danças. Chegaram a Portugal levadas pelos legionários romanos e hoje, difundidas em quase todo território brasileiro, tais festas têm continuidade com homenagens aos santos do ciclo com fogueiras, novenas, quermesses, festas caipiras e espetáculos artísticos, característicos de cada região.
Poderíamos dar maiores explicações como o ciclo junino é comemorado em várias partes do nosso estado e país, mas vamos tentar esclarecer ao grande grupo de pessoas - diretores de escolas, clubes sociais, CTGs e entidades afins e outras da nossa região - que preservam a tradição de festejar o ciclo junino.
Festejam-se Santo Antônio, São João, São Pedro e São Paulo alegremente, como verdadeira festa comunitária, preservando a tradição local, por isso não se justifica fazermos caricaturas de caipiras e outras atividades que não são próprias do nosso Rio Grande, podemos, sim, fazer fogueiras com suas brincadeiras e comidas típicas (a fogueira de Santo Antônio é quadrada ou retangular, de São João é redonda ou circular e de São Pedro é triangular), adivinhações, apresentações artísticas e tantas outras diversões baseadas na nossa tradição, desde que com a devida segurança.
Por isso, peço a todas as entidades tradicionalistas que se propuserem a realizar festas juninas que o façam com a intenção de ensinar às nossas crianças e jovens o que é correto, dentro da nossa cultura, para que num futuro breve não tenhamos, nos nossos CTGs, mais concursos como “A mais bela caipira” ou premiarem o casal que esteja com mais remendos nas roupas e falta de dentes na boca (dentistas não aprovam tais brincadeiras) e sim premiarem o que melhor representa a cultura e a tradição do nosso povo.
Mas se, embora sabendo de tudo isto, você ainda quiser festejar com festa caipira, pedimos então que não faça misturas da tradição gaúcha com a tradição do norte/nordeste, pois aí sim não estará contribuindo em nada para a preservação da cultura do ciclo junino.
Uma lenda católica cristianizando a fogueira pagã afirma que o antigo costume de acender fogueiras no começo do verão europeu tinha suas raízes num acordo feito pelas primas Maria e Isabel. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e, assim, ter seu auxílio após o parto, Isabel teria de acender uma fogueira sobre um monte.
Então “moças que querem namorados” preparem-se para fazer as simpatias, que são várias, no dia 12 de junho, véspera do Dia de Santo Antônio.
Ciclo junino
13 de junho: Santo Antônio de Pádua é a data da sua morte, santo casamenteiro;
24 de junho: São João é a data do seu nascimento, protetor dos casados e dos enfermos;
29 de junho: São Pedro é a data da sua morte, padroeiro dos pescadores, o guardião das chaves do céu, é quem controla as águas e os ventos (também, neste dia, comemora-se São Paulo).
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