Domingo, 19 de julho de 2026, 00:38h
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Há uma ideia falsa de que Pelotas não participou das guerras, isto é uma grande mentira, pois a situação geográfica privilegiada, aliada a importância econômica e política, fez de Pelotas uma joia rara cortejada tanto pelos Farrapos como pelos Imperiais. Durante quase toda a década que durou o movimento a cidade conseguiu, de um modo ou outro, escapar do confronto. Mas no outono de 1836, a cidade tornou-se o palco de uma das mais sangrentas batalhas da Revolução Farroupilha e da primeira batalha naval: vejamos, pois os acontecimentos daquela batalha.
Vou contar hoje apenas o primeiro ato, em 7 de abril de 1836, já que o espaço no jornal me impede de escrever sobre todo o episódio, que é bem extenso.
Quando o dia amanhece 600 homens, comandados por João Manoel de Lima e Silva (tio do Duque de Caxias), Crescêncio de Oliveira e Antônio de Souza Netto caem sobre Pelotas. Em poucas horas a cidade está ocupada.
O próximo passo das tropas rebeldes é obter a rendição do major Manuel Marques de Souza, então comandante do destacamento local. Para tanto os farrapos cercam o quartel general, localizado na esquina da rua Félix da Cunha com a hoje chamada de praça Coronel Pedro Osório, aqui faço um destaque: aquele sobrado foi também o local de muitos empreendimentos, tais como: a tipografia do Diário de Pelotas, o Clube Liberal, o quartel da guarda municipal, o famoso Armazém Proença e tornou-se conhecido até hoje como Casa da Banha, em homenagem a um açougue que ocupava duas peças do local, mas hoje pedimos que ali seja conhecido como sede da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Turismo e Inovação e do Conselho Municipal de Turismo.
Mesmo estando sitiado e ameaçado pela superioridade numérica dos farroupilhas, Marques de Souza oferece resistência. Os farrapos ameaçam amarrar barris de pólvora no prédio e explodi-lo caso o comandante imperial não se rendesse, diante dos “argumentos” dos rebeldes, Marques de Souza cede.
A partir da tomada da cidade, os comandantes rebeldes ordenaram que suas tropas acampassem junto ao Arroio Santa Bárbara.
Bem, mas daí vem o segundo ato, que é a batalha do Passo dos Negros, que vou deixar vocês na curiosidade, pois vou contar só na próxima coluna.
Gracias por acompanharem meus escritos, que se baseiam em compilar dados da história, e até a próxima, tchê!
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