Domingo, 19 de julho de 2026, 00:35h
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Houve um tempo em que os festivais nativistas (fechados), na verdade “criatórios” da música nativista “pululavam” Rio Grande a fora. Lá, cantores-compositores reuniam-se num fim de semana, era dado um determinado tema e já formavam-se as parcerias. À noite apresentavam as composições e saía a premiação simbólica.
Criatórios x Fim II
Quem participava era pelo prazer da arte, não havia ajuda de custo. “Da boia à querosena” cada um pagava a sua. As cantorias se “assussediam” noite a fora. Ali o Rio Grande respirava de fato.
Criatórios x Fim III
O local era sempre um galpão, meio enfumaçado, Fogo de chão, mobiliário próprio (cavaletes com arreios e pelegos que serviam de colchão, ninhos de galinha pelos cantos e sobre as brasas arueiras e corunilhas, combonas aquecendo água). Quantos nomes famosos nasceram ali? Quantas músicas bueníssimas foram compostas debaixo da fumaça? Piratini, depois da barranca (São Borja) foi a mais tradicional - “nascente da canção nativa” - título bondoso e de fundamento, aí, num de repente cresceu e morreu. Tantas coisas boas.
Um causo: - Viola e o fogão
Naqueles tempos em que tudo era fácil e havia dinheiro, o Ramão (mecânico) se foi a Pelotas comprar peças e, de carona, levou o “viola”, amigo nosso. Entraram numa loja onde havia móveis e outras coisas. O Ramão mostrou ao companheiro um fogão à gás com espeto rotativo (novidade), ligou o mesmo e explicou a função do espeto. Quando a atendente chegou, o Viola no seu jeitão abagualado perguntou de supetão: - “Ô percanta! Quantas “lasca” custa esse aqui que tem espeto de assá “mulita”? A guria não entendeu nada e o Ramão já tava com meio corpo pra fora da loja: (Lasca é dinheiro)
... e como dizia o tio Gerson Pires
Aí, na foto ele, Tio Gerson Pires, morador lá nas Cacimbinhas (Pinheiro Machado), pessoa das minhas estimas, ao lado das sobrinhas Maria de Lurdes e Eloir. Por sinal, minhas irmãs de fato. A geada do tempo cobriu de branco a “melena” do elemento, mas ele continua o mesmo, franco e direto e ligeiro como traíra de açude. Gostava de “terciá” um ferro branco, mas o tempo é nosso maior inimigo, vai engolindo a gente pouco a pouco. Um abraço do sobrinho Jotace, extensivo a gurizada.
Gaúcho de quatro costados
Felipe Ruas Silveira, filho do meu amigo Carlos Alberto Peraça Silveira, guri flor de especial. Acostumado as lidas campeiras, não refuga uma gineteada e não é de “plantar fogueira”, é um “chamichunga” no lombo do cavalo. Desfilou no dia 7 e 20 de setembro, honrando a tradição. Um abraço de légua e meia.
Bar do Caio/Canguçu
Ah, na Firmina Moreira 165, a “La noche”, lugar de fundamento, música que machuca os tímpanos. O suco da cevada é ao ponto e a conversa nem se fala. Apareça, toda sexta-feira tem “borburinho” (Bom)!
Política x Promessas x Bobagem
Os dois candidatos a prefeito de Pelotas não cansam de prometer que vão mudar a cidade. Indaguei a um deles. Pra que mudar, aqui onde ela está tem o Laranjal, o São Gonçalo, a rua XV, o Aquário, a dupla brapel e outras coisitas? Resultado: Levei uma “putiada”, mas valeu.
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