Domingo, 19 de julho de 2026, 00:36h
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Verdade
A felicidade deste mundo se compõe de tantas peças que sempre faltam algumas. (Vó Maria Rocha)
Tempo, ah o tempo
Houve um tempo em que ele andava devagar, sem pressa. As crianças demoravam a crescer, os pais sesteavam, havia respeito e eles se impunham só no olhar.
Tempo II
As crianças tinham roupas domingueiras, só de passeio. De resto, valia tudo. Roupa velha e remendada para brincar, e os brinquedos eram peão, bola de gude, jogo de bola, taco, pega ladrão (ninguém queria ser o ladrão), cinco Marias. E quando chovia, aí era o banho de chuva. E se desse, uma caniciada nas tocas de pedra em busca de jundiás, e naquele tempo existia.
Tempo III
No desfile do dia 20 de setembro, armava-se um caminhão cheio de crianças, e lá ia o “tio” Geral, assando uma costela de ovelha para a gurizada beliscar. Chegavam todos devidamente engraxados ao final, mas era lindo de ver.
Tempo IV
Os políticos não se atravessavam como hoje. A festa era pura. Hoje, serve de palanque político para quem passa o ano fazendo nada ir para lá encher o saco e pedir aplauso. Tempo, ah, o tempo. Ele engole tudo e todos. Cabe a nós aproveitá-lo da melhor forma possível.
Um abraço
Dona Irene, leitora assídua. Tia Maria, lá No Passo da Vila. Amigas de fé.
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