Domingo, 19 de julho de 2026, 00:37h
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Minha homenagem a esse povo que deu partida pra essa festa imensa nos dias atuais. Pessoas diferenciadas, não passaram por aqui simplesmente, marcaram a paleta da festa com o sol que é ferro em brasa (Luiz Coronel).
Mogar, Aristeu, Erni, Renato Lima
Eram galos de muita pua
Trovavam horas a fio
Sem jamais perder a rima.
E no osso o isidrinho
Num tiro de volta e meia
Numa olada de suerte
Saía de guaiaca cheia.
A gaita do Hermininho e do seu Milóca
Sonoridade cristalina
Faziam coro com as risadas
Do Francisco canela fina.
O Conga, o Zezo e o Pulga
Às vezes davam trabalho
Mas quando a manhã chegava
Estavam quietitos, roncando no borralho.
Caipirinha do Alfécio
E linguiça enfarinhada
Vamo atracá de um tudo
Que uma noite não é nada.
Num grito de “oigalê porquêra”
A indiada se assanhava
Era o gaudério da bica
E a santinha da paltileira.
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