Domingo, 19 de julho de 2026, 00:35h
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Maravilhosas, guerreiras, simples, sofisticadas, luxuosas, simplesmente simples, ricas, pobres de marregessi, mas peleiam como ninguém. Lutam pelo que é seu de direito, ainda apanham e são mortas as pencas neste país sem vergonha, onde as leis pouco ou nada valem para protegê-las. Lei Maria da Penha é quase Lena. Meu amigo poeta e publicitário, Luiz Coronel, é simples ao falar a respeito, mas sua palavra é balaço de contrabanco, certeira. “Uma coisa se fala e não se erra: Mulher e índio quando se pintam, ou querem festa ou querem guerra”. As mulheres da minha terra
As mulheres da minha terra
Obreiras de sol a sol
São ardentes e são férteis
Sob o luar do lençol.
O tempo atrás das cortinas
A toalha branca na mesa
Retratos de mãe e avós
Revelam rancor e grandeza.
Altivas em seu silêncio
As mulheres da minha terra
Colocam flores nos jarros
E fogo em armas de guerra.
Arde o corpo em solidão
Na sala há paz e calma
Abrem as portas e corpo
Ninguém decifra sua alma
As mulheres da minha terra
A espera as fez maduras
São fortes e são distantes
Em sua difícil ternura.
“Um abraço com arrobas de carinho à todas”.
L.C
Bah!
Me viro pra esquerda, dói. Pra direita, dói, posição em que Napoleão perdeu a guerra idem. Coisa bem dolorida é dor e quando se está embretado é pior ainda. Uma noite dessas acordei ‘acobardado’. Perna e pé num ‘inchume’ bárbaro. Levantei quietito no más e fui conferir a documentação pra essas coisas de seguro. A carteira de identidade estava normal, mas a foto, mais feia que o normal. É a dor, é a dor!
Vergonhosa
É a situação da saúde pública. As pessoas amontoam-se em corredores sujos, fazem soro sentadas em cadeiras de praia, não examinam ninguém, é antessala do inferno. Enquanto isso, gastam bilhões em propaganda.
Vergonhosa II
É a atitude da justiça que parece alheia a tudo. Quem sabe, só uma ideia, uma visita ao Pronto Socorro municipal. Uma caminhada leve, uma conversa com os menos favorecidos. Pode que nunca mais voltem lá, pode que... É tudo é possível.
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