Domingo, 19 de julho de 2026, 00:35h
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A RBS TV mostrou no seu Jornal do Almoço de quarta - 17 de outubro - matéria a respeito de um fato que está se tornando comum nas grandes e médias cidades: a tentativa de recolher, tratar e controlar o número de cães nas ruas em Canoas, na grande Porto Alegre. Com um diferencial: o encaminhamento para que sejam utilizados por crianças e jovens em fase de recuperação de alguma deficiência física ou portadores de alguma síndrome.
Confesso que não sou dos mais ligados a animais. Embora meu pai gostasse, minha mãe apenas abria exceção para caturritas, mas não queria saber de cães ou de gatos. No entanto, vejo as campanhas para erradicar os cães nas ruas, por exemplo, e sinto pena que a esterilização seja apenas para que desapareçam, não havendo nenhum sentido afetivo para com os animais!
Pois a proposta do setor público daquela cidade com algumas organizações ligadas aos animais, envolve, também, escolas especiais e espaços de terapia para, num primeiro momento, receberem os animais, com a possibilidade de que as crianças e os jovens venham a ficar com eles!
A interação é fantástica, pois fazem tudo em cooperação: recuperam a mobilidade física, caminhando juntos para superar obstáculos, passar por túneis, ou terem que se abaixar passando por espaços menores. Trabalham a tão necessária coordenação motora e, mais... a coordenação afetiva! Não fazem sozinhos, com cenas que beiram ao riso: a criança esforça-se e incentiva a passar o obstáculo e o cão, por preguiça ou por achar muito alto, passa ao largo!
Muitos animais já foram adotados. Outros estão a caminho, porém, o que vale, é que encontraram um belo jeito de dar sentido aos animais que, de outro modo, poderiam ter um triste fim - esterilizados e voltando às ruas, ou, até, o sacrifício de suas próprias vidas - sem cumprir com sua missão que é e continuará sendo a de "ser o melhor amigo do homem"!
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