Domingo, 19 de julho de 2026, 00:35h
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15 de outubro. Dia para lembrar da profissão que já foi sinônimo de sacerdócio e, hoje, tem a triste sorte de estar à mercê de políticos e administradores que, por não valorizarem a própria educação, também não valorizam aqueles que deveriam indicar os caminhos mais seguros no desenvolvimento social: o professor.
Passei 20 anos lecionando em uma universidade. Percebi, ao menos, três tipos de professores: o burocrata, que cumpre uma tarefa e espera a recompensa do seu salário; o carreirista, que acredita ser possível, por esforço próprio e mais as alcunhas de plantão, galgar postos, assumir comandos; e o educador, que encontra resultados ao provocar seus alunos para o conhecimento. No dizer do pensador Içami Tiba: "o mestre é um caminho para seu aprendiz chegar à sabedoria. O aluno tem de superar o professor. O verdadeiro mestre se orgulha de ter sido um degrau na vida do aprendiz."
Este não é um caminho fácil. A similaridade com o sacerdócio, possivelmente, se deve ao papel que se desempenha na vida de uma pessoa e a gratificação vem porque somos "professores" para sempre. Em qualquer ambiente, sempre encontramos alguém que nos acarinha com a lembrança: pode não lembrar de nosso nome, mas marcamos com a presença em sua vida. Não é um título, é um reconhecimento!
Qual é o seu diferencial? Todas as experiências que fogem da burocracia e do carreirismo apontam para professores que foram para sala de aula não apenas sabendo o conteúdo que desejavam passar. Queriam mais: disponibilizar o que sabiam e seduzir os alunos para que eles mesmos se apropriem do seu desenvolvimento. Depois disto, o educador passa a ser uma referência, que não ensina uma disciplina por aquilo que se "decora", mas encontra efeitos práticos na vida de cada um.
Falar do papel do professor, hoje, é falar de uma parte do processo que se precisa discutir. Valorizar o seu desempenho passa, também, por melhores salários, melhores condições de estruturas físicas e pedagógicas. Mas passa por reencontrar a associação que havia entre família e escola, em que a primeira iniciava o processo de educação que, depois, iria continuar nos bancos escolares.
O pensamento é do saudoso Içami: "Ensinar é oferecer alimento saboroso, nutritivo e digerível àqueles que querem saber mais". Aqui está o começo de tudo. No que vai dar? Não há como prever. A cada início de semestre, o educador se coloca diante de um novo desafio porque, também no dizer de Içami Tiba: "ensinar é um gesto de amor!"
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