Domingo, 19 de julho de 2026, 00:36h
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A Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) 2016 foi lançada oficialmente no dia 10 de fevereiro – “quarta-feira de cinzas”. O tema é “Casa comum, nossa responsabilidade”. O lema bíblico: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”. O objetivo é chamar atenção para a questão do direito ao saneamento básico para todas as pessoas, fortalecendo o empenho, à luz da fé, por políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro da “casa comum”, ou seja, do planeta Terra.
A Campanha é realizada pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), assumida pelas igrejas Católica, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Anglicana, Presbiteriana e Sírian Ortodoxa de Antioquia. Além delas, estão integradas a Aliança de Batistas do Brasil, Visão Mundial e Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP). Terá dimensão internacional, em parceria com a Misereor - entidade da Igreja Católica na Alemanha que trabalha na cooperação para o desenvolvimento na Ásia, África e América Latina.
Quando de seu lançamento, bispos, pastores e reverendos mostraram números preocupantes: o Brasil é um dos países com o índice mais alto de pessoas que não possuem banheiro, com quase 7,2 milhões de habitantes em 2014. Cerca de 35 milhões de pessoas não contam com água tratada em casa e quase 100 milhões estão excluídas do serviço de coleta de esgotos.
Para piorar, a cada 100 litros de água coletados e tratados, em média, apenas 67 litros são consumidos. 37% da água no Brasil é perdida, seja com vazamentos, roubos e ligações clandestinas, falta de medição ou medições incorretas no consumo de água, resultando no prejuízo de R$ 8 bilhões. A soma do volume de água perdida por ano nos sistemas de distribuição das cidades daria para encher seis sistemas Cantareira - famoso quando, recentemente, deixou sem água uma boa parte da grande São Paulo.
Falar desse assunto é, como escreveu o papa Francisco, na encíclica “Laudato si”, isto é, “cuidar da casa comum”, uma vez que afeta a saúde pública, a dignidade humana, a sustentabilidade do planeta e a economia.
Há um trio de preocupações para quem lida com estas relações. Precisamos aprender a cuidar de nós mesmos (aí incluindo a parte física, psicológica e espiritual), dos outros (somos uma sociedade interdependente) e do mundo, o lugar onde vivemos e pelo qual somos responsáveis, tanto no aqui e agora, quanto no que iremos deixar para as próximas gerações.
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