Domingo, 19 de julho de 2026, 00:37h
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O papa Francisco faz a sua viagem político-pastoral mais importante: o construtor de pontes chega a Cuba depois de uma negociação bem sucedida que levou à reaproximação com os Estados Unidos. A agenda é cheia: no Congresso Americano e nas Nações Unidas defende duas de suas grandes preocupações: as pessoas envolvidas no processo migratório desenfreado que invade a Europa e a defesa do meio-ambiente, onde pede que se cuide da casa - a Terra - na encíclica "Louvado Sejas!".
Há uma lógica na sequência que vai culminar com a sua presença no Encontro Mundial das Famílias, entre 22 e 27 de setembro, na Filadélfia (Estados Unidos): o papa se coloca como referência moral e religiosa para a sociedade, especialmente para os cristãos católicos, mas, também, para aqueles que se julgam desafiados a construir uma sociedade mais fraterna. Em tempos de exposição aos fenômenos midiáticos, Francisco é acusado por uns de ser uma jogada de marketing; por outros de dirigir uma instituição tão retrógrada que nem sabe se valer do instrumental que hoje existe. Vale o dito: "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come".
Não é intenção do papa fazer proselitismo. Afirma que ninguém é obrigado a ser católico, mas deixa claro o que a Igreja entende hoje por ser cristão. Em outros tempos, por diversos temores, inclusive culturais e tradição, era comum as pessoas se sentirem coagidas a dizerem ser aquilo que efetivamente não eram. Quando se discutem os números dos que são católicos, no Brasil, cito como exemplo: se todos os que dizem ao censo que o são fossem às igrejas, ou faltavam igrejas ou se fariam celebrações com fiéis em camadas, por não caberem todos!
Em tempos de um autêntico "buffet" de religião, Francisco é a brisa que sopra sobre uma instituição que muitos julgam ultrapassada, mas tem uma preocupação pontual com questões estruturantes da sociedade, como é o caso da família e da ecologia.
A mídia que critica as posturas do papa esquece que ele "dita normas" apenas para os cristãos católicos. Ninguém é obrigado a aceitar ou praticar aquilo que é pregado dos púlpitos e a sua tradição. Mas, como disse o padre Fábio de Mello, numa Missa, apontando para um altar: "você não é obrigado. Mas a partir do momento que colocar esta cruz sobre o peito e se aproximar desta mesa, seja homem suficiente para se comprometer com o que aqui se pede".
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